21° dia. Uyuni a Tupiza.

Andar de moto no salar de Uyuni é a maior sensação de liberdade que se pode sentir sobre duas rodas. Mal entramos no salar, e o que se abriu a nossa frente foi um mar de sal todo plano e de sumir de vista. Neste local se um portador de deficiência visual quiser sentir a sensação de pilotar uma moto, isso é possível. A grande salina se alastra por mais de sessenta quilômetros, toda plana, lisa e da pra andar na velocidade que você quiser. É fantástico! Há apenas uma indicação no GPS da direção a ser tomada, aliás não entre no salar sem gps porque num determinado momento você não saberá por qual lado entrou, já que tudo se transforma num grande mar de sal sem nenhuma referencia.

Andamos a um determinado momento a 150 km/h. O impacto visual é muito forte e inusitado. Onde você estiver pode virar a direita ou a esquerda e continuar seguindo. Tudo é plano e liso. Bem diferente da areia, pois é muito branco e firme. Fizemos algumas fotos. Parece um estúdio, já que o fundo é todo branco.

Seguimos por uns 60 quilometros por dentro do salar até a ilha do pescado. Um grande morro com muitos cactos que fica bem no meio do salar. Parece uma ilha mesmo. Subimos ao topo da ilha para filmar e bater fotos. É um belíssimo visual.

Na volta passamos pelo hotel de sal que fica bem no meio do salar. É um hotel feito totalmente de sal. As paredes, as cadeiras, as mesas, o chão, decorações, um relógio, algumas esculturas, as camas, criados mudos, etc. Não sei como fica se a pessoa tiver pressão alta. Acho que pode dar problema.

Na saída do salar uma camionete vinha em alta velocidade na estrada que da acesso ao Uyuni, não deu espaço pro Bonotto passar e ele quase foi ao chão. Eles não respeitam as motos aqui, cortesia nem pensar. Ainda a caminho da cidade uma desagradável surpresa. Na saída de um banco de areia a moto do Bonotto arrebentou a corrente. Era perto das quatorze horas e o sol era de rachar. Isso era um problemao. O Bonotto sugeriu de rebocarmos até o Uyuni e arrumarmos lá.Por fim achamos melhor trocar a corrente ali mesmo (Havia uma reserva). Num sol de rachar tivemos que abrir a tampa do pinhão pois a corrente velha ficou trancada. Depois de uns 30 minutos resolvemos esse problema. Neste meio tempo passou pela gente três BMWs e uma KTm de europeus que estavam indo pro salar e a gente havia conhecido na noite passada. Todos pararam, mas não podiam fazer nada, já estava resolvido o nosso problema. Um dos “pilotos” de uma BMW era uma mulher alemã que estava fazendo uma trip pela América do Sul..

Fomos até o Uyuni e de lá já partimos por volta das quatro da tarde em direção a Tupiza no sul da Bolívia. Uma estrada de chão muito difícil na qual fizemos 200 quilometros em seis horas, chegando lá pra mais das dez da noite num em mais um difícil dia nas estradas da Bolívia.

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One Response to 21° dia. Uyuni a Tupiza.

  1. Bonotto, vcs tiveram algum outro problema com a XT ? eu tive 3 vezes a corrente estourada da minha que esta atualmente com 40 mil, porem a primeira corrente e relação não deu problema até os 20 mil, acho que foi a segunda corrente que tinha problema, mas ouvi outros relatos de correntes estouradas com a a XT. qual sua impressão ou comentário ?

    Grato antecipadamente

    Evandro Dalben

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