18° dia. Sao Pedro do Atacama. 350 km.

Dia de turista em Sao Pedro de Atacama (Mas de moto pra variar). Na noite anterior saimos para jantar e conhecer a pequena Sao Pedro. Passaria por uma vila qualquer do interior se nao fosse o fato de estar no meio do deserto mais árido do mundo. Ha lugares no deserto do Atacama que nunca foi registrado chuva. Além disso, Sao Pedro está cercado de atracoes que trazem gente do mundo todo. É atras de algumas dessas atracoes que sairemos hoje para conhecer.

O primeiro alvo do dia é a Laguna Miscantti, que fica distante 100 km de Sao Pedro. Pegamos as motos e saimos novamente pelo meio do deserto do Atacama. No caminho passamos por um comboio de umas dez camionetes que seguiam para a mesma direcao. Uns setenta quilometros a frente comecou a estrada de chao e a vegetacao tambem mudou bastante. Em volta da estrada havia uma vegetacao rasteria muito rala em forma de pequenas moitas. Eram muito verde e contrastavam com a cor de um solo areioso. Neste cenário haviam muitas alpacas soltas que pastavam descansadamente.Muitas delas cortam a estrada com frequencia. Ali paramos as motos e fizemos várias fotos. Neste trecho aconteceu um fato engracado. Enquanto estávamos parados fotografando parou uma camionete e desceu rapidamente uma mulher que veio em nossa direcao. Era uma curitibana que mora na Inglaterra e estava conhecendo o Atacama ( Márcia Cowin, que gentilmente nos mandou um comentário no 15º dia) Ela nos contou que viu a bandeira do Brasil e quis nos cumprimentar. Tirou algumas fotos e batemos uma curto e agradável papo, já póximo a Laguna Miscantti. Chegando a laguna, o visual é espetacular. Pra nao ser redundante nos adjetivos, deixarei o Bonotto falar com as imagens.

Neste dia resolvemos pela primeira vez na Expedicao tomar rumos diferentes. O Bonotto foi para um salar e eu fui a reserva dos flamingos. Ao fim da tarde nos encontramos em Sao Pedro para atualizar o site e de onde saímos para o primeiro dia de acampamento. Rumamos aos Geisers del Tatio ja no fim da tarde e acabamos chegando lá a noite. Era perto das nove da noite e entramos no local onde ficam os Geisers. Na entrada, há uma casa onde ficam as pessoas que administram o local. O frio era de doer. Comecamos a montar as barracas e ja percebemos que o quanto mais o horário avancava, mais o frio aumentava. Montamos tudo e vimos no termometro que a temperatura estava em -2ºC e que seria impossível e inseguro acampar ali com a temperatura caindo vertiginosamente. Entramos em contato com o pessoal que administra o local e descobrimos que ali funciona tambem um dormitório de turistas. Nao deu outra. Recolhemos todo o material e nos hospedados com eles. Temos material de camping de primeira linha e indicado por especilsitas até -5ºC. Mas com a temperatura caindo como estava nao sabiamos se seria seguro ficar lá a noite toda.

Ja alojados, descobrimos que cuidam do local cinco senhoras e mais um motorista. Eles sao todos de uma tribo que administra os geisers. Toda a área do local pertence a uma tribo que se revesa na administracao e controle do local. Ali em volta do fogao a lenha conversamos longamente sobre a vida dessas pessoas que moram num lugar que ja atingiu até -32ºC. Contaram sobre os acidentes com turistas nos geisers e muito sobre a vida da tribo deles, tudo devidamente registrado pela filmadora.

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3 Responses to 18° dia. Sao Pedro do Atacama. 350 km.

  1. Juliana P. says:

    As fotos estão extraordinárias, o lugar é realmente lindo, parabens pela iniciativa de querer e conseguir registrar esses momentos mágicos. Sorte e se cuidem!
    Cleber, saudades…

  2. Fernanda says:

    realmente as fotos estao lindas,estao todos de parabens!
    Uma boa viagem pra voces.

  3. Carlos Afonso Rossi Tirapelle ( Tira) - Chapecó says:

    Amigos foi uma alegria encontrar vcs , num local taõ maravilhoso.
    Nossa viagem , mesmo tendo um perdurso menor tambem foi demais .

    Continuem assim sempre , divulgado , documentando , e mostrando ao mundo , quaõ lindo é nossa América .

    Apenas ficarm nos evendo a visita para o churrasco na passagem por Chapecó .

    Mas o convite está de pé – apareçam quando quiserem ;

    Abraços Tirapelle .

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