19° dia. Geisers del Tatio a Laguna Colorada (Bolivia). 290

A noite de sono nao foi das melhores. O frio foi o pior que eu ja peguei na vida. Como roupa de camas usamos os sacos de dormir de acampamento. O problema é que o meu que é do tipo macacao de vestir ficou pequeno pra mim e tive que abrir o ziper nas extremidades dos pés e colocar as botas para dormir. Amenizou, mas passei muito frio ainda. Pela manha descobri o porque. O termometro que estava na moto marcava -12C.

Como dormimos perto dos geisers, deixamos nossas coisas ali naquele alojamento e fomos de moto para levar os equipamentos por uma estradinha de um quilometro. Bonotto saiu antes e segui depois. Ia pela estrada em segunda marcha, meio displicente mexendo no alforje de tanque quando passando pelo canto da pequena estrada, a moto afunda a dianteira numa terra fofa e vou ao chao. Caio de mal jeito, e bato com o peito no chao. Estava devagar e o susto foi maior que os danos (pensava eu) Levanto-me rapidamente , levanto a moto, e nisso o Bonotto ja chegava pra ajudar, fotografar e tirar sarro. Aparentemente nada grave.

Os geisers sao fantásticos! Grandes jatos d agua e vapor quente saem debaixo da terra, jorrando a grandes alturas. O visual é espetacular porque sao muitos geisers numa área nao muito grande. Ali nese local encontramos um grupo de dezesseis motociclistas de Chapecó (SC). Estavam fazendo uma viagem pela regiao do Atacama. Pessoal super alto astral e empolgadíssimos. Após um bom papo e algumas fotos fomos convidados a pssar em Chapecó na volta (estava no nosso roteiro) para um churrasco e para passarmos uma noite por lá. Vamos torcer para que os horários fechem e isso seja possível.

Na volta a Sao Pedro de Atacama a moto do Bonotto perdeu o freio traseiro. Tentamos de tudo para resolver, mas nao foi possível. Tivemos que sair de lá rumo as lagunas bolivianas sem freio traseiro, usando apenas o freio motor e o dianteiro. Isso complica muito a pilotagem.

Deixando Sao Pedro do Atacama, andamos uns 40 quilometros e achamos a entrada as lagunas bolivianas. Essa saída já era um sinal de que os próximos dias nao seriam fáceis. Comeca ali uma estrada de terra que sumiria depois pra dar lugar apenas a um grande deserto. Fomos seguindo por essa estrada rumo a Laguna Verde. Uma lagoa belíssima. Novamente hora do Bonotto falar com as imagens.

Ja estava chegando o fim da tarde quando encontramos no caminho de areia um ciclista. Sao muitos cliclistas percorrendo a América do Sul de bicicleta. Todo dia encontramos pelo menos dois. Paramos para conversar com ele. Era um alemao e ja estava rodando de bicicleta há tres anos. Encontramos ele no meio de uma reta de areia enfrentando um vento fortíssimo de frente e pela frente ele tinha pelo menos mais 80 quilometros até encontrar alguma coisa. Ele nos pareceu meio doente. Os lábios rachados, muito vermelho, voz embargada e meio aéreo.

A cada quilometro a estrada piorava muito e como ja o dia ja estava acabando procurávamos um lugar para passar a noite. Nessa hora fomos surpreendidos por uma construcao que era vista ao longe da estrada. Nao dava para ver ao certo o que era, mas vimos que muias caminhonetes que fazem o caminho das lagunas com turistas entrangeiros se encaminhavam para lá. Nos dirigimos ao local e nos deparamos com uma cena do filme Mad max. Era um sequencia de várias casas rústicas que sao usadas como apoio para o pessoal passar a noite. Ali no meio daquele deserto sem nada, aquele local ficava exposto a um vento fostíssimo e muita areia circulando por dentro do vilarejo. Encostamos as motos e acertamos para passar a noite e sair pela manha. O local era muito rústico mas era um ótimo apoio numa noite que comecava a cair muito fria novamente. Nao se pode brincar com as forcas da natureza neste local. O preco pode ser caro demais.

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18° dia. Sao Pedro do Atacama. 350 km.

Dia de turista em Sao Pedro de Atacama (Mas de moto pra variar). Na noite anterior saimos para jantar e conhecer a pequena Sao Pedro. Passaria por uma vila qualquer do interior se nao fosse o fato de estar no meio do deserto mais árido do mundo. Ha lugares no deserto do Atacama que nunca foi registrado chuva. Além disso, Sao Pedro está cercado de atracoes que trazem gente do mundo todo. É atras de algumas dessas atracoes que sairemos hoje para conhecer.

O primeiro alvo do dia é a Laguna Miscantti, que fica distante 100 km de Sao Pedro. Pegamos as motos e saimos novamente pelo meio do deserto do Atacama. No caminho passamos por um comboio de umas dez camionetes que seguiam para a mesma direcao. Uns setenta quilometros a frente comecou a estrada de chao e a vegetacao tambem mudou bastante. Em volta da estrada havia uma vegetacao rasteria muito rala em forma de pequenas moitas. Eram muito verde e contrastavam com a cor de um solo areioso. Neste cenário haviam muitas alpacas soltas que pastavam descansadamente.Muitas delas cortam a estrada com frequencia. Ali paramos as motos e fizemos várias fotos. Neste trecho aconteceu um fato engracado. Enquanto estávamos parados fotografando parou uma camionete e desceu rapidamente uma mulher que veio em nossa direcao. Era uma curitibana que mora na Inglaterra e estava conhecendo o Atacama ( Márcia Cowin, que gentilmente nos mandou um comentário no 15º dia) Ela nos contou que viu a bandeira do Brasil e quis nos cumprimentar. Tirou algumas fotos e batemos uma curto e agradável papo, já póximo a Laguna Miscantti. Chegando a laguna, o visual é espetacular. Pra nao ser redundante nos adjetivos, deixarei o Bonotto falar com as imagens.

Neste dia resolvemos pela primeira vez na Expedicao tomar rumos diferentes. O Bonotto foi para um salar e eu fui a reserva dos flamingos. Ao fim da tarde nos encontramos em Sao Pedro para atualizar o site e de onde saímos para o primeiro dia de acampamento. Rumamos aos Geisers del Tatio ja no fim da tarde e acabamos chegando lá a noite. Era perto das nove da noite e entramos no local onde ficam os Geisers. Na entrada, há uma casa onde ficam as pessoas que administram o local. O frio era de doer. Comecamos a montar as barracas e ja percebemos que o quanto mais o horário avancava, mais o frio aumentava. Montamos tudo e vimos no termometro que a temperatura estava em -2ºC e que seria impossível e inseguro acampar ali com a temperatura caindo vertiginosamente. Entramos em contato com o pessoal que administra o local e descobrimos que ali funciona tambem um dormitório de turistas. Nao deu outra. Recolhemos todo o material e nos hospedados com eles. Temos material de camping de primeira linha e indicado por especilsitas até -5ºC. Mas com a temperatura caindo como estava nao sabiamos se seria seguro ficar lá a noite toda.

Ja alojados, descobrimos que cuidam do local cinco senhoras e mais um motorista. Eles sao todos de uma tribo que administra os geisers. Toda a área do local pertence a uma tribo que se revesa na administracao e controle do local. Ali em volta do fogao a lenha conversamos longamente sobre a vida dessas pessoas que moram num lugar que ja atingiu até -32ºC. Contaram sobre os acidentes com turistas nos geisers e muito sobre a vida da tribo deles, tudo devidamente registrado pela filmadora.

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Novas fotos publicadas

ATENCAO!!

Fotos a partir do 15º dia publicadas, clique em Continue Lendo para visualizar todo o relato com muitas fotos!

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17° dia. Iquique a Sao Pedro do Atacama. 522 km

OBS. Estou escrevendo de um computador que nao tem acentucao grafica.

Na saida de Iquique pedimos informacao sobre onde fazer cambio a dois guardas que estavam numa viatura. Foi o suficiente para os dois descerem do carro puxarem muita conversa e por final fomos surpreendidos por um deles sacando uma maquina fotográfica e pedindo algumas fotos nossa junto a eles, perto da viatura, perto das motos e os quatro juntos. Depois nos levaram para fazer cambio num cassino que estava aberto as sete da manha. Na saida de Iquique o Bonotto furou um sinal vermelho e seguimos em frente. De repente numa outra parada mais a frente encosta um carro da policia e la estavam nossos amigos novamente. Um deles meio sem, graca, ja nos chamando pelo nome falou para o Bonotto: Aquí em Iquique quando o sinaleiro esta rojo (vermelho) todos param. Quando o sinal fica verde, todos seguem. Boa viagem a voces! Tome bronca Bonotto.

Alias essa identificacao e simpatia dos policiais, nao tem sido um comportamento isolado esta viagem. Na estrada o tempo todo, os carros passam nos cumprimentando com sinal de luz ou buzinando. Os caminhoneiros tambem cumprimentam o tempo todo e onde paramos sempre vem alguem conversar conosco. Todos chegam sorrindo, querendo saber de onde viemos, para onde vamos, como esta a viagem, querem bater fotos. Notamos em todo lugar que passamos uma grande paixao geral das pessoas pelo viajar de moto. Sentimos isso com pessoas do mundo inteiro que encontramos nesta viagem, franceses, americanos, belgas, etc. Seria uma ironia se fosse diferente. Alguem como o motociclista que anda o dia inteiro de bracos abertos nao poderia encontrar pessoas de bracos cruzados.

Nos ultimos dias temos sentido bastante o cansaco de muitas horas de estrada. Tem hora que parece que o quadril nao nos pertence. Ele nao encaixa com nenhuma outra parte do corpo. O desgaste mental de uma expedicao dessa onde temos que guardar muita informacao e registrar e catalogar aquilo que estamos fazendo tambem desgasta bastante. Somado a isso, ha um calculo mental rapido para as questoes de precos por conta do cambio e ainda o idioma. Mas tudo vale a pena. Rodar a America do Sul de moto e um prazer sem limites.

Este foi o dia que nos despedimos do pacifico. Vai deixar saudades. Tocamos ate Tocopila e de la em menos de 20 quilometros ja havimaos subido 2.000 metros. Estavamos de volta a Cordilheira a caminho do deserto do Atacama.
Perto das quatorze horas chegamos a Chuquicamata, local onde fica a maor mina de cobre a ceu aberto do mundo e tivemos uma desagravel surpresa. Era domingo e a mina estava fechada para visitacao. Conversamos muito mas nao teve jeito. Ficara para a proxima viagem.

Rodamos mais 100 quilometros e ja em Sao Pedro do Atacama seguimos direto pro Vale da Lua. E um local que recebe esse nome por ter sua superficie parecida com a superficie lunar. O local e magico e impresionante. Realmente parece que o solo nao e desse planeta. Em muitos locais ha uma camada que parece uma larva petrificada.

E muito estranho andar de moto ali. As fotos ficaram espetacular e mostram muito desse lugar. Seguimos por dentro do vale ate onde subindo uma enorme duna de areia voce chega a um local que muitos dizem que tem o mais lindo por do sol do planeta. La fomos nos morro acima e achamos um local bem alto no meio de um mundo de turistas. Num morro mais alto de onde estava a maioria sentamos e asistimos o sol baixar por entre o montanhoso vale da lua. Realmente e espetacular. O baixar do sol deixa tudo multicolorido e todo o vale ganha um ar diferente. Ao fim do ultimo raio de sol os turistas aplaudem o belissimos espetaculo da natureza. Filmei esse por do sol e o Bonotto fez otimas fotos desse surpreendente lugar.

Neste fim de tarde especial aceleramos lentamente as motos por dentro do vale ate atingirmos Sao Pedro de Atacama, ja no comeco da noite. Um verdadeiro Oasis no meio do deserto.

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Sistema de rastreamento

Para quem quiser pegar uma carona virtual nesta aventura, informamos que a Expediçao Caminhos da América estará usando moderno sistema de rastreamento por satélite que permite ver em tempo real a nossa localizacao no mapa.

Clique aqui para acessar a página do rastreador.

Obs: O rastreamento estará ativo apartir de sexta de manha.

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16º dia. Arica a Iquique. 336 km

No caminho entre Arica e Iquique encontramos a cidade fantasma de Humberstone. A cidade que era uma grande salitreira faliu em 1.958 e a cidade foi abandonada a própria sorte até que todos foram embora por nao haver mais neuma atividade produtiva na regiao. Em 2.005 a cidade foi tombada como patrimonio da Unesco.

Quando se entra na cidade ja se percebe que está se entrando numa cidade fantasma. É uma cidade completa com hospital, igreja, escola, teatro, duas fábricas tudo lá montado, faltando apenas as pessoas. É possível circular por todas as dependencias da cidade. Entrar dentro das casas, do hospital, ir nas fábricas. A cidade continua ali, apenas as pessoas foram embora. É uma sensacao diferente ja que falta vida para mover aquele lugar.

Na entrada, havia um livro de visitas muito grosso e quando eu coincidentemente abri, li um relato de alguem que morou ali. Imaginei que todo o livro, que deveria ter uns 8 cm de altura, teria casos assim. Mas nao era. Havia apenas aquele caso. A pessoa falava de sua infancia ali, da saudade, das lembrancas e da tristeza por ter abandonado a cidade. Todos deixaram suas histórias, alegrias traumas e fragmentos de vida para trás num lugar que teve que ser abandonado.

Ir a Huberstone teve um significado diferente para mim. Quando crianca eu sonhava com frequencia que a cidade toda estava abandonada e eu podia andar livremente por todos os lugares. Sem ninguem. Em Huberstone isso é real.

De Huberstone chegamos a Iquique onde procuramos a Yamaha daquela cidade. Ali fomos super bem atendidos por um pessoal altamente comprometido e simpático. Mas como a oficina mecanica é tercerizada descobrimos o pior mecanico das Américas. Um senhor ranzinza, que nao sabia fazer o servico, foi arrogante, fez piadas idiotas e queria se divertir com a gente. Parecia querer nos irritar.Tive que cancelar  o servico com a moto desmontada e terminar de montar para nao fazer uma besteira..

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15º dia. Atico a Arica (Chile). 680 km

Logo que saímos de Atico ganhamos uma companhia agradável: O Pacífico. Por longos quilometros a Panamericana segue rente ao oceano pacífico gerando imagens inesquecíveis. Muitas vezes passamos por sobre os costoes bem ao lado da estrada olhando lindas praias por cima. Praias desertas e paradisíacas. Numa destas praias havia um grande bando de pássaros de dois tipos diferentes (nao somos biólogos) que quase cobriam toda a areia. Fizemos belas imagens alí, e na saída, na tentatia de subir um barranco que levava a estrada, atolei a moto num grande banco de areia, dando muito trabalho para tirá-la.

O almoco desse dia foi no alto de uma enorme duna de areia no meio de uma das retas da Panamericana. Subimos as motos ao topo e preparamos nosso almoco no meio do deserto tendo como vista uma infinita reta e toda a magnitude do deserto.

Ao longo do  trecho que a Panamericana acompanha o Pacífico parece haver um velado tratado entre as gigantes dunas do deserto e o oceano. As dunas chegam até o limite da estrada e tao logo termina a rodovia ja comeca os costoes. É como se essas duas gigantes forcas da natureza permitissem a nós simples mortais o uso de um território neutro nesta disputa de espaco. O impacto visual é assombroso. Voce olha a direita um mar belíssimo e a esquerda uma ameacadora duna de areia de mais de 200 metros de altura.

Ali seguimos maravillados até que a rodovia vira a esquerda e entra novamente nos desertos. Foi um dia com muitas retas no meio do deserto com pouquíssimo tráfego de veículos. Ao fim da tarde atingimos Tacna, a ultima grande cidade do Peru antes da fronteira. Seguimos para a mais rigorosa fronteira até o momento. Fizeram nos abrir os baús tirar as roupas de dentro das bolsas, passaram a bagagem no raio-x e tudo mais. Passamos por isso duas vezes, na saída do Peru e na entrada do Chile, isso a menos de 500 metros uma aduana da outra. No primeiro cambio no Chile ja percebemos que o custo da viagem aumenta bastante em terras chilenas. Um dolár aquí vale 550 pesos chilenos e para se te ruma Idéia, uma coca cola aquí custa próximo a 2 U$. Que saudade da Bolívia.

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14 dia. Nasca a Atico. 272 km.

Na noite passada ja haviamos combinado um passeio sobre as linhas de Nazca. Pra quem nao conhece, as linhas de Nazca sao grandes desenhos feitos no deserto que leva o mesmo nome, e só sao vistas de aviao. Alguns desenhos chegam a ter 300 metros de comprimento. No aeroporto de Nasca partimos num teco teco rumo aos misteriosos desenhos. É impressionante ver as figuras feitas em tamanho gigante e preservadas até hoje.Entre os desenhos há um macaco, uma aranha, um colibri, todos espalhados no meio do grande deserto. É muito instigante tentar entender porque foram feitos e pra quem. Há uma figura chamada de astronauta feita por um povo, que pelo período, nem deveriam saber o que é um astronauta.
 
O problema deste voo é que para mostrar os desenhos para os passageiros dos dois lados do aviao o piloto faz manobras que deixam o aviao todo inclinado em relacao ao solo.
Em algumas pessoas isso pode causar um certo enjoo. Presente. Nada grave, apenas um forte suador e algumas imagens meio estranhas registradas na filmadora. Vi figuras que nem existem no Continue reading
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13º dia. Cusco a Nasca. 680 Km.

Ao sair ainda antes das sete da manha de Cusco nao imaginávamos o que nos aguardava neste dia. Foi uma autentica montanha russa o caminho até Nasca. Era o tempo todo subindo e descendo serra.
Quase sempre passando por curvas de 180º. Em determinaos pontos viamos a próxima cidade abaixo e levávamos um tempao até chegra nela. Isso porque as estradas neste trecho sao quase sempre em forma de degrau pra enfrentar as montanhas. O tempo todo íamos de 1800 a 4.100 metros de altitude. Continuamos neste dia a “saudável” brincadeira, comecada ainda Continue reading
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12º Dia. Vale sagrado dos Incas. 252 km.

O dia comecou triste. Foi dia de se despedir dos amigos Flavildo e Drica. Passamos os ultimos quatro dias rodando juntos os caminhos da América, agora eles seguem para o sul da Bolívia e nos rumo ao Pacífico. Seria muito bom que eles pudessem seguir juntos, temos nos divertido muito nestes ultimos dias explorando e desbravando a Bolívia e  Peru, mas compromissos da Drica em Sao Paulo na próxima semana exigem que eles comecem o caminho de volta.Uma despedida melancólica e aos poucos vimos eles sumirem pelas ruas de Cusco rumo a Pumo onde seguriam para ao sul da Bolívia, local que só atingiremos na ultima semana da expedicao.

 
Segue o documentário. Ainda pela manha tivemos um problema quando Bonotto foi fazer backup do material até o momento. Numa lanhouse em Cusco a atendente deu tres dvds e deu a maquina para que Bonotto gravasse os dvds. Ele pagou adiantado e foi gravar o material. O problema foi que o computador nao permitia tal gravacao por faltar vários arquivos na configuracao da maquina. Quando o Bonotto foi falar isso pra atendente e pedir o dinheiro de volta ela pirou e disse que a culpa de nao gravar era do Bonotto. Ele, que é formado em computacao, explicou os motivos que nao permitiam a gravacao. Foi em vao. Resumindo bastante o ocorrido: Eu tive que chamar a polícia Continue reading
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