11º dia. Ruínas de Machu Picchu.

Era seis horas da manha, e ja nos chamavam no hotel que fica aos pés da montanha onde estao as ruínas de Machu Picchu. Há a opcao de subir de onibus até a entrada das ruínas, ou de subir por uma das trilhas que tambem levam a entrada, porém passando por dentro da mata e subindo quase que verticalmente a montanha. Escolhemos a segunda opcao que pareceu combinar mais com o passeio. Pagamos um preco alto por isso. Levamos uma hora e meia para chegar ao topo. Várias vezes achamos que nao seria possível, tamanha a dificuldade da subida. Ainda por cima estava muito quente e quase derretemos para chegar as ruínas sagradas dos incas.

Entrando em Machu Picchu é impossível explicar a sensacao de estar ali. Os incas construiram uma cidade no topo de uma das montanhas mais altas da regiao. Tudo organizado e impresionantemente maravilhoso.  Nao ha como nao se chocar com a visao de entrada das ruínas. É majestosa a vista das ruínas e o impacto visual desta que é uma das sete maravilhas do mundo. Tudo está extremamente preservado e isso torna impossível nao imaginar como seria viver ali, naquele lugar mágico quando ainda havia a cidade funcionando. Imaginem. Por alguns minutos apenas apreciamos e nos deixamos contagiar pela aquela alma mágica e pela energia que ainda habita naquele lugar.

 Foram mais ou menos cinco horas percorrendo a cidade dos incas explorando Continue reading

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Caminhos da America na RBS

Uma matéria sobre nosso documentario foi ao ar na  RBSTV, afiliada Rede Globo em SC. Para visualizar a materia acesse http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=81666&channel=47 a partir do 3º minuto.

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10º dia. Cusco.

Cusco é com certeza a cidade peruana mais conhecida no exterior. Andando pela cidade notasse que há gente do mundo todo. Isso acontece por sua grande riqueza histórica e cultural. É um erro achar que Cusco só tem as ruínas incas de Machu Picchu. Caminhando ainda na zona central, é possivel ver que há muito mais riqueza arquitetonica e histórica fora da ruínas que sao uma das maravilhas do mundo. Se sairmos aos arredores de Cusco aí entao percebemos que está regiao é realmente privilegiada de muitas outras ruínas e belezas naturais que fazem o turisimo ser a principal forca economica da regiao.

Apesar de ser um local procurado por turistas e mochileiros do mundo todo, a cidade ainda é barata. Estamos hospedados num hostel na quadra da praca das armas (Centro histórico da cidade, onde concentra toda a movimentacao da cidade) e estamos pagando diaria de 15 soles (equivalente a R$ 10,00 por dia) As refeicoes estao em torno de R$ 12,00 .

Tiramos o dia de hoje para conhecermos as atracoes centrais de Cusco. Fomos a belíssimas igrejas, pracas , becos e predios históricos da cidade. O projeto urbano de Cusco parece ter imitado as formas de um puma. Para a construcao da cidade foram desviados dois rios que passaram a contornar a cidade. As marcas do periodo Inca ainda Continue reading

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9º dia. Ilave a Cusco.

Saimos bem cedo pra tentar ver se conseguiamos passar o protesto antes que  os revoltos estivessem na pista. A estratégia deu certo. Chegamos antes das sete da manha no local e nao havia niguem ainda na pista. A cena era de guerra. Pensávamos que iamos encontrar uma pequena berreira. O que vimos e enfrentamos foram quinze quilometros com pedras esplhaadas na pista, montes de terras despejados no meio da estrada, muitos pedacos de pau e muitos outros obstáculos que nos obrigavam a uma tocada bem lenta, cuidadosa, tensa e mudando de pista o tempo todo, buscanmdo com frequencia o acostamento. Havia tambem muitos pneus queimados. Mas o importante foi o pessoal nao estar na pista senao seria problema certo.

Ainda cedo chegamos a Puno e pegamos um barco para conhecer as ilhas flutuantes dos Uros. Um passeio bem turistico, mas muito interessante. O lugar é especial. O barco nao leva mais do que 20 minutos para, navegando dentro do Titicaca, chegar ao local onde vive Continue reading

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8º dia. La Paz a Ilave (Peru) 276 km.

Ontem a noite tivemos uma agradável surpresa. O casal de amigos Flavildo e Dryca decidiram nos acompanhar até Machu Picchu. De lá nos continuaremos nossa viagem rumo ao oceano pacífico e eles seguem para o sul da Bolívia, local que só atingiremos daqui a 15 dias.

Saímos de La Paz e seguimos para as ruínas de Tiwanaku, local onde uma antiga civilização pré colombiana habitou, também conhecida como cidade do sol. No local encontram-se muitas ruínas e muitas escavações arqueológicas onde estão sendo feitos grandes descobertas Continue reading

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7º dia. La Paz – Coroico – La Paz (Via Carreteira da Morte) 220 km

Pegamos o louco transito de La paz em direcao aos Yungas. O GPS tem cumprido sua missao com maestria no sentido de nos fazer entrar e sair de grandes centros. Aliás ele tem feito sua funcao em todos os quesitos. Toda a nossa rota foi tracada no google earth e transferida para o aparelho. Foram baixados os melhores mapas dos paises e tudo tem funcionado como um relógio nos dando muita agilidade no transito urbano.

Saímos junto com os amigos Flávio e Drica em direcao a carreteira da morte. No comeco todo o caminho Continue reading

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6º dia. Cochabamba a La Paz. 395 km

Primeiramente gostaria de fazer uma correcao: Quando falei mal do transito de Sta cruz de la Sierra, eu ainda nao havíamos chego a Cochabamba. A dispuita é violenta. Ainda pela manha saimos para conhecer o mercado de Cochabamba, o maior mercado a céu aberto da América do Sul. Merece o título. É enorme. As barracas sao montadas sobre as calcadas e na beira das ruas. Ali se vende de tudo. Frutas, verduras, roupas, eletronicos, animais vivos e tudo o que se possa imaginar. O mercado se alastra por vários quarteiroes e é muito fácil se perder. Muita gente grita anunciando seus produtos. O registro de imagens é meio complicado aqui. Uma senhora ameacou jogar cenoura em nós só porque a fotografávamos. Nao sabemos o por que, mas é meio institucionalizado em alguns lugares da Bolívia o proibir fotografar. Chega a ser uma contradicao já que os trajes sao multicoloridos e as feicoes produzem um grande apelo visual sempre pedindo uma foto ou uma filmagem. A Bolívia tem se mostrado até esse momento um país surpreendente em muitos aspectos, se o turismo fosse bem explorado, talvez o país fosse menos pobre.

Ainda nas primeiras horas saímos dos 2.550 metros de altitude para subir a Cordilheira dos Andes. Nao precisou mais do que 70 quilometros para atingirmos os 3.500 metros e antes mesmo Continue reading

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5º dia. Sta Cruz de la Sierra a Cochabamba. 520 km

A praca central de Sta Cruz é belíssima! Uma igreja Jesuíta espetacular e muitas construcoes antigas dao um ar europeu ao local. É interessante ver que as pessoas vao a praca, conversam, passeiam, levam livros pra ler, há muitas criancas, tudo muito vivo. É uma pena, mas na maior parte do Brasil nao termos a tradicao da praca como local de encontro com as pessoas do mesmo lugar que vivemos. Segundo o Bonotto, isso é culpa da  Continue reading

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4º dia. Sao José dos Chuiquitos a Sta Cruz de la Sierra. 300km

Antes do despertador chamar, ja fui acordado por um forte barulho que parecia um cano estourado ou uma caixa d agua vazando. Era uma tremenda tempestade, e o barulho que eu ouvia era a água no telhado. A única coisa que nao poderia acontecer neste dia em que pegaríamos a estrada seria chuva. Era a hora de enfrentar a estrada de terra e essa chuva poderia complicar muito. E complicou. Nao bastou mais do que um quilometro para que Bonotto descobrisse o quanto a mudanca de piso altera a pilotagem. Lá se foi a chao. Isso se repitiria por mais tres vezes ao longo do dia. Completamente normal diante do estado que ficou a estrada. O que era uma fina camada de pó se tornou numa Continue reading

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3º dia. Corumbá a Sao José dos Chiquitos (Bolívia) 380 km

Na noite anterior estava acontecendo em Corumbá um grande festival. Muita gente na rua, barraquinhas, um grande palco onde aconteceria mais tarde um show do Roupa Nova, muitas comidas típicas, tudo a beira do belíssimo porto de Corumbá. Encostamos, e comemos um prato local com peixe. Fomos embora pensando somente em entrar na Bolívia

Ja era de manha e enquanto nos preparávamos para seguir pra fronteira, recebemos a  visita de uma figura que se tornou Continue reading

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